A Ponte Preta conseguiu manter o Estádio Moisés Lucarelli como palco para o jogo do próximo domingo, às 18h, contra o Fortaleza, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Inicialmente suspensa, a venda de ingressos aos pontepretanos já foi reestabelecida e ocorre normalmente.
De acordo com o advogado da Ponte Preta, João Felipe Artioli, o Supremo Tribunal de Justiça Desportiva terá que oficializar a condenação da Ponte Preta para dar inicio à punição. Além disso, Artioli explica que não há tempo hábil para alterar a logística das duas equipes caso a Macaca não revertesse a situação de momento.
“O STJD ainda terá que oficializar a decisão formalmente à Diretoria de Competições para que eles nos comuniquem e as partidas atingidas serão aquelas a serem realizadas no prazo determinado pela legislação e regulamentos aplicáveis. Após a comunicação inicial, já tem que ser definido o estádio, em respeito aos clubes que terão que ter suas logísticas acertadas e ao torcedor que terá que se planejar e aos profissionais que irão trabalhar nos jogos. Ou seja, o jogo de domingo irá ocorrer normalmente no Majestoso e aguardaremos as deliberações do Departamento de Competições da CBF sobre a situação futura”, explica o advogado pontepretano João Felipe Artioli.
O Supremo Tribunal de Justiça Desportiva puniu a Ponte Preta com duas perdas de mando de campo, em virtude de um rojão atirado para dentro do Estádio Moisés Lucarelli durante a partida entre Ponte Preta e Oeste, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro da Série B.
Assim, caberá ao Departamento de Competições da CBF apontar as datas do cumprimento da pena pela Ponte Preta e isso deverá ser feito respeitando todos os prazos previstos em lei e regulamentos, para não haver prejuízos. Além da perda de mando, a Macaca foi multada em R$ 10 mil pelo incidente contra o Oeste. O recurso, bem como o efeito suspensivo expedidos pela Macaca, ainda estão sob análise.
“Em nosso entender a Ponte não pode ser responsabilizada por uma ação que partiu de fora do estádio durante uma partida sem torcida. O clube não poderia estar vigiando as ruas do entorno para impedir vandalismos ou identificar vândalos, uma vez que não tem poder de polícia nem mesmo dentro do estádio, onde esta tarefa também é executada pela Polícia Militar”, finaliza Artioli.