O técnico pontepretano Eduardo Baptista sempre ressalta em suas entrevistas que seu time é jovem, que os atletas se conhecem há pouco tempo e a equipe está em franca formação. Mas depois da classificação da Macaca à terceira fase da Copa do Brasil, na noite desta quarta-feira (leia mais aqui), o treinador deu sinais de que está muito satisfeito com sua defesa.
“É um sistema muito bom, uma primeira linha que expõe muito pouco a equipe”, analisou Eduardo Baptista. Na avaliação do treinador da Ponte Preta, poucas vezes o adversário consegue chegar cara a cara com o goleiro Ivan. “O (zagueiro) Renan Fonseca vive um momento importantíssimo. Seguro, bem no alto, dá estabilidade. E os dois laterais são agressivos”, falou.
Eduardo Baptista também entende que seus laterais estão bem defensivamente. “Surgem poucos cruzamentos na nossa área porque nós conseguimos encurtar. Depois há um tripé, com o volante oposto que ajuda. É um setor em que estamos bem encaixados”, analisou. De fato, essa é uma das partes da Ponte em que há mínimas alterações nas escalações.

O volante Jeferson vestiu a camisa 100 por causa de seu número de jogos pela Ponte (Foto: Fábio Leoni/PontePress)
O goleiro Ivan deixou no banco o então experiente Aranha, que depois teria seu contrato rompido com a Ponte (leia mais aqui), e se mantém seguro na posição até hoje. A dupla de zaga Renan Fonseca e Luan Peres é titular desde o início da temporada. O lateral Orinho tomou conta da esquerda após chegar emprestado do Santos e Emerson se firmou no lado direito.
Já o polivalente Jeferson, lateral-direito que jogou na esquerda enquanto não havia um de ofício na posição, a cada dia ganha espaço como volante no time. Ele vestiu a camisa 100 contra a Inter em alusão a seu número de jogos na Ponte. “O conjunto está muito sólido”, disse Eduardo Baptista. O resultado é a Macaca vice-líder do Grupo B do Paulistão e na terceira fase da Copa do Brasil.
“Nosso time não tem estrela e o forte é o coletivo. Isso faz com que a gente tome poucos gols”, falou Renan Fonseca. Em 10 partidas neste ano, oito pelo estadual e dois na Copa do Brasil, a Ponte levou seis gols. “Aos poucos a gente está ajustando para ter mais o controle do jogo”, revelou o zagueiro, sem se esquecer do ataque. “E aos poucos a gente vai ajustando essa transição, essa parte ofensiva.”
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