O técnico Doriva retorna ao comando da Ponte Preta nesta segunda-feira (26) com duas missões bem claras: recolocar a Macaca na elite do futebol brasileiro e apagar a má impressão deixada em sua saída inesperada e tumultuada do Moisés Lucarelli em meio a temporada de 2015.
Para cumprir a primeira tarefa, Doriva terá exatos 20 dias para ajudar a diretoria a montar a equipe para o Campeonato Brasileiro da Série B. A Macaca inicia sua caminhada à Série A do Brasileirão no próximo dia 14, um sábado, contra o Paysandu, a partir das 16h30, no Estádio Moisés Lucarelli.
Até aqui, a Ponte Preta trouxe dois reforços para se juntar ao time que correu risco de degola no Paulistão, se classificou para a quarta fase da Copa do Brasil e disputará a final do Troféu do Interior: o zagueiro Nathan, do Atlético-MG, e o meia-campista Lucas Mineiro, da Chapecoense.
Mas perdeu dois jogadores: o meia Léo Artur, remanescente da campanha do Brasileirão 2017 que rebaixou a Macaca à Série B; e o zagueiro Wesley Matos, contratado no início ano e que também pediu para deixar equipe. Para complicar, há contratos de empréstimos que vencem no final do Paulistão.
Um deles é o caso do defensor Luan Peres, que compõe com Renan Fonseca a dupla de zaga titular da Ponte. O sistema defensivo tem sido até aqui o setor com melhor desempenho nesta temporada e foi elogiado tanto pelo técnico demitido Eduardo Baptista como pelo interno João Brigatti.
Motivos não faltam. A defesa, formada ainda pelo goleiro revelação Ivan, não foi vencida nenhuma vez em quatro jogos na Copa do Brasil; levou somente oito gols em 12 partidas do Paulistão, sendo uma das menos vazadas na competição; e tomou três gols em três confrontos pelo Troféu Interior.
Na segunda parte, Doriva precisará pôr fim à desconfiança de pontepretanos por na primeira chance ter abandonado o time no Brasileirão de 2015. Na época, saiu do Centro de Treinamento do Jardim Eulina sem falar com a imprensa ou dar explicações à torcida, de vidros fechados e apressado em seu carro.
Doriva trocou a Macaca para substituir Juan Carlos Osorio no São Paulo. Deixou para trás uma campanha de seis vitórias, cinco empates e quatro derrotas em 15 jogos à frente da Ponte para embarcar em uma aventura de um mês no Morumbi: sete jogos, duas vitórias, um empate e quatro derrotas.
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