Apesar da derrota por 1 a 0 para o Flamengo, na noite desta quarta-feira (2), no Majestoso, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, o técnico Doriva não vê a vaga para as quartas de final da competição definida. “Ainda acredito que a eliminatória está aberta, sabemos da qualidade do Flamengo, mas vamos ao Rio de Janeiro para buscar a classificação”, disse o treinador pontepretano. “Se a gente quiser passar na Copa do Brasil, tem que jogar bem e tentar surpreender o Flamengo lá.”
Doriva pediu calma à torcida, que vaiou o atacante Felipe Saraiva, quando saiu de campo substituído por Aaron, aos 28 minutos do segundo tempo. “É um jovem talentoso, o torcedor precisa ter paciência”, disse. “Com certeza vai amadurecer muito e o fato de ser cobrado é perfeitamente compreensível. O Lucas Paquetá e o Vinícius Júnior (crias do Flamengo) passaram por isso também.”
O técnico da Ponte ressaltou a importância do apoio da torcida nas partidas da Copa do Brasil, já que ela está proibida de ir ao Majestoso nas seis primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro da Série B por causa da invasão de campo em 2017 no jogo do rebaixamento no Brasileirão. A Macaca cumpriu dois desses jogos – nas derrotas para o Paysandu, na estreia, e contra o Londrina, no último sábado (28).
“A gente lamenta essa punição. O nosso torcedor é participativo e ele estando no campo empurra, vibra, critica. Isso é futebol e é muito bom que ele esteja conosco. A beleza do futebol é a atmosfera que se cria com as arquibancadas. Na Série B, temos que nos automotivar e jogar. O nosso torcedor é o décimo segundo jogador, ele empurra e cobra. É bom para nós”, afirmou.
Terminado o jogo pela Copa do Brasil, Doriva voltou suas atenções para o dérbi campineiro. A Ponte Preta enfrenta o Guarani neste sábado (5), às 19h, no estádio Brinco de Ouro, com torcida única, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. “Agora é focar totalmente no dérbi”, destacou. “Rivalidade incrível, temos condições de fazermos grande jogo, assim como contra o Criciúma.”
Doriva destacou que as derrotas atrapalham o nível de confiança e é preciso tirar força e lições. Essa foi a segunda seguida. As duas no Majestoso. No último sábado (28) já havia perdido para o Londrina. “(O dérbi) é jogo de projeção, envolve muita coisa, diante do nosso maior rival. Nada melhor do que um clássico, contra o arquirrival para impor o jogo, conquistar a vitória e se reabilitar.”
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