Dois jogadores chamaram a atenção no jogo-treino da Ponte Preta contra o São Caetano, nesta última terça-feira (22). Nem tanto pelo desempenho, mas pelo momento que vivem no Majestoso, o atacante Gabriel Vasconcelos e o volante Ronaldo mostraram a gangorra que os atletas estão sujeitos em um time de futebol devido à troca de comando. Ambos vieram a Campinas pelas mãos do então treinador Eduardo Baptista como esperanças para a reconstrução da Macaca e caíram no ostracismo com a chegada do técnico Doriva.
Emprestado pelo Corinthians, Gabriel Vasconcelos surgiu na Macaca em janeiro de 2018. O atleta disputou 14 partidas pelo clube pontepretano e não marcou nenhum gol. O jogador de 22 anos não é relacionado para uma partida desde a estreia do técnico Doriva no comando técnico do clube, contra o Náutico, pelo primeiro jogo da quarta fase da Copa do Brasil, no dia 11 de abril.
A última ocasião em que Gabriel Vasconcelos compôs o banco de reservas pontepretano foi na vitória da Macaca sobre o Mirassol, por 1 a 0, na final do Troféu do Interior, na segunda e decisiva partida do torneio estadual, entretanto ainda sob o comando do auxiliar-técnico João Brigatti, antes de Doriva assumir a equipe do Majestoso uma vez por todas nesta temporada.
Outro jogador que vive situação semelhante é o volante Ronaldo. O atleta desembarcou no estádio Moisés Lucarelli em janeiro por meio de um empréstimo junto ao Sport, de Recife (PE). Com contrato até 31 de dezembro, Ronaldo disputou 12 partidas pela Ponte Preta e, assim como Gabriel Vasconcelos, não balançou as redes.
A única vez que o volante de 23 anos esteve entre os relacionados por Doriva para disputar uma partida foi contra o Náutico, no primeiro jogo da quarta fase da Copa do Brasil, dia 11 de abril. No duelo seguinte, contra o Paysandu, pela abertura da Série B, Ronaldo não integrou nem o banco de reservas. A partir daí, o atleta não foi mais aproveitado pelo novo treinador.
Tanto o atacante quanto o volante fazem parte de dois setores da Ponte Preta que não conseguiram ainda se encaixar nesta temporada. Na primeira fase do Campeonato Paulista, a Macaca foi dona do pior ataque da competição estadual, com seis gols.
Na Série B, a Macaca marcou cinco gols em seis jogos, o que lhe rendeu até agora o terceiro pior ataque, na frente só de Boa Esporte, com dois; Goiás, Criciúma e Londrina, com quatro cada. Quando disputou a Copa do Brasil, a Ponte balançou as redes quatro vezes – uma contra o Inter de Limeira e três diante do Náutico -, em oito confrontos no torneio nacional.
Um dos setores mais criticados pela pela torcida, o meio campo da Ponte também não viveu até aqui um bom momento na temporada. Não rara as vezes, essa região do campo foi formada por jogadores improvisados, como no caso do lateral-direito Jeferson, emprestado para o Vitória, e do zagueiro Nathan, contratado por empréstimo junto ao Atlético-MG.
Nem mesmo uma das joias da base pontepretana, o atacante Yuri, conseguiu se firmar entre os profissionais neste ano. O jovem jogador retornou à equipe Sub-20 da Macaca, depois de participar de 17 partidas pelo time profissional da Ponte Preta em 2018.
Yuri marcou seu único gol no time profissional na vitória da Ponte Preta sobre a Inter de Limeira, por 1 a 0, no estádio Moisés Lucarelli, pela segunda rodada da Copa do Brasil, em fevereiro passado. No Sub-20 desde o final de abril, balançou as redes duas vezes em três partidas pela equipe do técnico Felipe Moreira.
Assim como Yuri, o volante Xavier, que atuou em 12 jogos do time profissional nesta temporada, também regressou ao time Sub-20 do clube após a chegada do técnico Doriva. A última ocasião em que o meia-campista foi relacionado para uma partida na equipe principal da Macaca aconteceu no confronto diante do Mirassol, na conquista do Troféu do Interior.

