Apresentado como novo treinador da Ponte Preta, Marcelo Chamusca se mostrou confiante no acesso da Macaca – atual nona colocada com 34 pontos – à Série A do Campeonato Brasileiro.
“O que me fez vir para Ponte Preta neste momento é porque acredito nesse grupo de atletas que a Ponte montou. Eu vejo nesse elenco e na diretoria e momento da competição, tem história, torcida e todos os fatores para arrancar e conseguir o objetivo que é muito claro, voltar a Série A. São 14 finais. acho que a gente tem condição de brigar pelo acesso”, comentou.
Chamusca lamentou a saída do auxiliar fixo da equipe, João Brigatti e desejou sucesso e êxito ao ex-treinador da Ponte Preta. “Em relação ao João, a gente havia conversado com a diretoria, ele iria permanecer no trabalho, como peça importante na troca de informações. Entendo a saída dele, desejo muito sucesso e que tenha êxito”, disse.
Com pouco contato com a equipe Marcelo Chamusca declarou que é muito cedo para pedir novas contratações e que geralmente pede poucas peças pelos clubes onde passa.
“Conversamos sobre elenco, é muito cedo dizer que vamos pedir contratações. Está difícil achar jogadores pontuais no mercado, eu não gosto de contratar jogador, normalmente peço poucas peças, vejo o elenco aqui dentro, dou moral e confiança aos que estão aqui, com variações. O jogo dentro do campo será fundamental para encontrar problemas e carências. É preciso nomes que venham para somar”, afirmou.
Marcelo Chamusca – que assinou contrato até o final do Brasileiro 0 reconheceu que a Macaca foi atrás de seu trabalho após a demissão de Doriva, no último mês de maio.
“Quando o Doriva saiu, houve contato inicial, me interessei em assistir mais os jogos da Ponte. A diretoria sondou minha intenção sobre a possibilidade de trabalhar, foi resposta positiva, não tivemos mais nenhum contato e no domingo tudo muito rapidamente contactamos eu queria vir trabalhar o clube queria minha vinda e isso facilitou bastante”, explicou.
Com passagens por Guarani e Ceará, Marcelo Chamusca comanda a equipe pontepretana nesta terça-feira, quando visita o Atlético-GO, às 19h15, no Estádio Antônio Accioly, em Goiânia, pela 25ª rodada da Série B.
CONFIRA OUTROS PONTOS DA COLETIVA
Possibilidade de trazer um meia
“É difícil fazer qualquer tipo de colocação sendo que não estou no contexto, quando falo de cultura de futebol, é algo muito pessoal. gosto de velocidade pelo lado, gosto de 9 que joga com jogo apoiado e com mobilidade. Temos condições de jogar de qualquer forma, não há receita pronta. Temos dois meias no elenco e vamos utilizá-los. Em algum momento, podemos entender que podemos fechar o time e isso depende da característica do adversário. gosto de meia com variações, infiltração, amplitude e variação, jogo apoiado, jogando mais de costas, diagonal curta. isso dá mecânica ao time, preciso conhecer o elenco. vou para o campo para tirar o máximo dele e tomar as decisões de acordo com o que mercado proporcionar”
Responsabilidade de assumir a Ponte Preta
“É enorme, tenho consciência disso. venho a um clube de torcida, de camisa e pressão. Isso é extremamente salutar e saudável. venho ciente disso e tenho certeza que, junto com os jogadores, vou cobrar bastante para termos 14 jogos de excelência e conquistar, jogo a jogo, sem mini meta, para ganhar os três pontos”.

