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Promotor descarta recorrer de liminar que libera duas torcidas

Partida desta quarta-feira (21) no Majestoso, contra a Inter de Limeira, ainda não vai permitir a presença de torcedores visitantes

Promotor Paulo Castilho, que pediu para Federação Paulista exigir torcida única em jogos da Ponte (Foto: PontePress)

O promotor Paulo Castilho, do Ministério Público de São Paulo, descartou recorrer da liminar que liberou a presença de duas torcidas em jogos da Ponte Preta. Foi ele que em janeiro passado pediu para a Federação Paulista de Futebol determinar que todas as partidas da Macaca neste ano, em quaisquer categorias e campeonatos, fossem realizadas apenas com torcida única (leia mais aqui).

A liminar saiu no último dia 16 de uma ação movida por 18 pontepretanos, representados pelo advogado Alexandre Gialluca (veja mais aqui). O grupo pediu para Justiça rever a determinação porque se sentia lesado com a proibição de ir aos estádios nos jogos fora de casa da Ponte. Para Castilho, a medida foi necessária por causa da invasão da torcida pontepretana no campo do Majestoso, em novembro de 2017.

“Essa liminar antecipou em alguns dias a definição que estava alinhando com o presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, e o presidente da Ponte Preta, José Armando Abdalla Júnior”, disse Castilho. “Essa medida liberando os jogos, com exceção de dérbis (Guarani) e com os quatro grandes (Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos), seria tomada por nós nos próximos dias.”

Mas a liberação de duas torcidas nos jogos da Ponte deve valer a partir do jogo de domingo (25) contra o Mirassol, às 19h30, no Estádio Municipal José Maria de Campos, pela nona rodada do Paulistão. Não dará tempo de entrar em vigor na partida desta quarta (21), no Majestoso, diante da Inter de Limeira, pela Copa do Brasil, por causa do prazo de 72 horas para notificação da Federação Paulista de Futebol.

Castilho ressaltou que a liminar foi conseguida pelo torcedor comum. “Isso não se estende às torcidas organizadas”, falou. Portanto segue valendo a determinação, também da Federação Paulista de Futebol, que proibiu o uso de instrumentos musicais, “bandeirões”, indumentárias, entre outros elementos que identifiquem as torcidas organizadas nos jogos da Ponte Preta no Majestoso (leia mais aqui).

O promotor admitiu que a proibição da presença das torcidas organizadas em jogos da Ponte Preta pode ser revista no futuro. Antes, porém, todos os membros terão de ser identificados e cadastrados. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros de Campinas também precisarão emitir laudo para realocação desses grupos em algum lugar do Majestoso, conforme Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

Força tarefa

Castilho defendeu a implementação em Campinas, como já existe em São Paulo, de uma força tarefa que identifique os torcedores mais violentos e os prenda após episódios como a invasão ao gramado do Majestoso na partida que sacramentou a ida da Ponte à Série B do Brasileiro, em novembro. Ele afirmou que para as torcidas organizadas evitarem suas extinções devem abrir mão da violência.

Segundo o promotor desde que essa força tarefa existe na Capital o confronto entre as organizadas é praticamente zero. “Reduzimos o efetivo de polícia nos jogos, o público aumentou e temos 11% a mais de mulheres e crianças do que antes”, exemplificou. “Nos últimos dois clássicos entre os grandes, por exemplo, um com mais de 30 mil pessoas e outro com mais de 40 mil, não tivemos nenhum incidente.”

“Infelizmente o torcedor do mal, embora em minoria, dita a filosofia da organizada, por isso a importância de asfixiar financeiramente e combater os líderes, para que eles saibam que se insistirem no erro as organizadas irão diminuindo e irão se extinguir”, avisou. “Organizada só tem um caminho para sobreviver: seguir no caminho correto, no caminho do bem.”

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