
Jogadores entrarão em campo com uma camisa sem o escudo do time e a #aculpanãoédosmacacos (Foto: Pontepress)
Cinco mil pontepretanos serão vacinados contra a febre amarela antes do início do jogo da Ponte Preta diante do Náutico nesta quarta-feira (11), às 21h45, no Majestoso, pela primeira partida do mata-mata da quarta fase da Copa do Brasil. A ação começará às 19h45, assim que forem abertos os portões do Estádio Moisés Lucarelli. Para ser imunizado, basta apresentar a carteirinha de vacinação.
A campanha #aculpanãoédosmacacos surgiu de uma parceria entre Ponte Preta e as secretarias de Saúde dos governos estadual e municipal. O objetivo é ajudar na prevenção à febre amarela, ampliar imunização do público jovem e conscientizar a população sobre a violência praticada contra os macacos. A vacinação termina às 21h45, hora do pontapé inicial da partida pela Copa do Brasil.
Segundo os organizadores, a campanha irá destacar que os macacos não são transmissores da febre amarela, mas, sim, vítimas. “Os animais são erroneamente culpados pela disseminação da doença, quando na verdade são ‘sentinelas’, auxiliando na identificação da circulação do vírus e na definição de ações preventivas de saúde”, informou a nota divulgada pela Ponte Preta.
“Vale ressaltar que, antes da vacinação as pessoas devem conferir se estão aptas a tomar a vacina da febre amarela e deverão ter em mãos a carteira de vacinação”, destacou a Ponte Preta. “Informações sobre os grupos de risco da vacina estão disponíveis no site do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria Municipal de Campinas.”
Na partida contra o Náutico, os jogadores também entrarão em campo com uma camisa sem o escudo do time e a #aculpanãoédosmacacos em seu lugar. A ideia é que o escudo seja “oferecido” aos macacos para que eles se defendam das agressões. “Ficamos muito felizes em poder ajudar em uma questão de conscientização de saúde pública”, afirmou o diretor de Marketing da Ponte Preta, Eric Silveira. “Além disso, ninguém gosta mais de macaco do que a gente.”
“Iniciativas como essa, em parceria com a Ponte Preta, nos auxiliam a alcançar mais pessoas não apenas do ponto de vista da imunização, mas também da conscientização sobre a importância de preservar a população de primatas não humanos, fundamental para nossas ações de vigilância epidemiológica e prevenção”, afirmou o secretário de Estado da Saúde de São Paulo, David Uip.
Segundo Boletim Epidemológico da Febre Amarela, divulgado pelo governo estadual no dia 2 passado, 689 mortes de macacos ocorreram desde julho de 2017 no Estado – cerca de 200 delas na região. Entre os humanos, são 433 casos autóctones (infecções no próprio território) e 163 mortes confirmadas pelo tipo silvestre da doença no Estado, desde o ano passado. Nesse período, no Brasil todo, foram 1.273 casos. Não há ocorrências de febre amarela urbana no País desde 1942.

