A Ponte Preta de 2018 é um time mais eficiente quando joga fora do Moisés Lucarelli. O confronto com o Londrina foi o 26º da temporada e o 13º da equipe como mandante. A derrota por 1 a 0 foi a oitava do ano e a quinta no Majestoso. O decepcionante rendimento em casa já comprometeu a campanha no Paulistão (o time foi eliminado na primeira fase e correu risco de rebaixamento até a última rodada) e preocupa a comissão técnica nesse início da Série B. Das cinco equipes que ainda não conseguiram pontuar em casa (Criciúma, CRB, Boa, Ponte Preta e Goiás), a Macaca é única que já disputou duas partidas em seu estádio. A equipe não conseguiu sequer marcar um gol em Campinas nos duelos com Paysandu e Londrina.
O aproveitamento da Ponte Preta como visitante é melhor (46,15% a 41,02%) e o rendimento do ataque é idêntico. Dos 18 gols marcados no ano, nove foram anotados no Majestoso e outros nove em São Paulo, Sorocaba (2), Itu, Ribeirão Preto, Araraquara (2), Mirassol e Criciúma.
A defesa é ligeiramente melhor em casa: dos 15 gols sofridos, sete foram assinalados no Majestoso e oito em Itu, Ribeirão Preto, Mirassol (2), Sorocaba (3) e Recife.
Das 16 vitórias, oito foram em Campinas e outras oito como visitante. A diferença de 5% no aproveitamento é determinada pelo número de empates: seis como visitante e apenas quatro no Moisés Lucarelli. Fora de casa, a Macaca é um time difícil de ser batido. Em 13 apresentações, perdeu apenas três vezes. Duas dessas derrotas causaram poucos danos ao clube. Quando perdeu para o São Bento (3 a 1, em Sorocaba) e para o Náutico (1 a 0, em Recide), a Macaca saiu de campo classificada tanto no Troféu do Interior como na Copa do Brasil.
O técnico Doriva já comandou a Macaca em cinco partidas e também tem um aproveitamento melhor como visitante (50%) do que como mandante (33%).