Após reunião que aconteceu na tarde desta quarta-feira (23) entre membros da diretoria da Ponte Preta, integrantes do Ministério Público e da Federação Paulista de Futebol (FPF), ficou acordado que o órgão público irá revisar a punição imposta à Macaca que determina a presença de torcida única em dias de jogos do clube pontepretano, durante todo este ano e em qualquer categoria.
“Mais uma vez foi uma reunião bastante efetiva e nos foi dado um prazo de dez dias para que apresentemos alguns documentos (ao Ministério Público) e, após a entrega destes, será então revista a punição”, disse o advogado Giuliano Guerreiro, diretor jurídico da Ponte Preta, que esteve ao lado de diretor de marketing do clube, Eric Silveira, durante a reunião
Apesar da possibilidade do encerramento da punição, as partidas com torcida única vão se estender às partidas contra o Guarani, pelo dérbi campineiro. Nesta ocasião, apenas a torcida do time mandante poderá acompanhar o jogo nas arquibancadas no estádio.
Mesmo que a medida com a torcida única seja revogada, a Ponte Preta continuará a cumprir os seis primeiros jogos do Campeonato Brasileiro da Série B sem o apoio do seu torcedor no estádio Moisés Lucarelli. Desses seis compromissos, três já foram respeitados.
Na última quinta-feira (17), a Ponte Preta, representada pelo presidente José Armando Abdalla Júnior e pelo diretor financeiro do clube, Gustavo Válio, se reuniram com a Procuradoria Geral do Estado de São Paulo para dar início às negociações.
Essas penalidades foram determinadas pelo 1º promotor de Justiça do Jecrim/Juizado do Torcedor, Paulo Sérgio de Castilho, em janeiro passado, em virtude dos episódios de violência envolvendo a torcida da Macaca no Campeonato Brasileiro de 2017, durante a partida contra o Vitória, em novembro passado, que decretou o rebaixamento à Série B de 2018; e em um confronto com torcedores do Botafogo, de Ribeirão Preto, durante partida da Copa São Paulo de Futebol Júnior 2018.
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