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Pratas da casa perdem espaço no novo time do técnico Doriva

Em quatro meses Ponte Preta mudou sua política de valorização de jogadores formados nas categorias de base

Jogadores da Ponte recebem instruções do técnico Doriva em treinamento da equipe (Foto: Denny Cesare/Código 19)

Grife do time da Ponte Preta no início de 2018, os jogadores formados na base do clube perderam pouco a pouco  espaço na equipe titular da Macaca com a chegada do técnico Doriva e de atletas contratados para o Campeonato Brasileiro da Série B. A política de valorização dos pratas da casa, que rompeu contratos com medalhões, como o meia Renato Cajá, o atacante Emerson Sheik e o goleiro Aranha, durou quatro meses no Majestoso – da estreia com vitória sobre o Corinthians até a derrota de virada para o Atlético-GO. De lá para cá, o time pontepretano também envelheceu quatro anos.

A equipe pontepretana que surpreendeu e venceu o Corinthians na abertura do Campeonato Paulista de 2018, no estádio do Pacaembu, começou a partida com cinco jogadores recém-formados na base: o goleiro Ivan, o lateral-direito Emerson, o lateral-direito Jeferson, improvisado na lateral-esquerdo, o volante Marquinhos, que hoje se recupera de lesão no joelho, e o atacante Felipe Saraiva. Com a equipe recheada de jogadores jovens, que ainda contava com Felippe Cardoso – que recebeu um cartão vermelho contra a equipe corintiana -,  a idade média do time era de 20,5 anos.

Curiosamente, essa partida contra o Corinthians foi decidida por dois atletas formados no Majestoso: o atacante Felipe Saraiva marcou o único gol do jogo e o goleiro Ivan  garantiu a vitória com importantes defesas, inclusive, espalmou o pênalti batido pelo meia Jadson. Naquela noite, a Macaca terminaria a partida com seis jogadores recém-promovidos do Sub-20, já que o zagueiro Reynaldo seria colocado pelo então técnico Eduardo Baptista improvisado no meio campo da Macaca, no lugar do ex-jogador pontepretano Jorge Mendoza, para segurar a reação corintiana no Pacaembu.

Com a demissão de Eduardo Baptista e a chegada do treinador Doriva, a Ponte começou a montar a equipe para o Campeonato Brasileiro da Série B. O lateral-direito formado na base pontepretana, Emerson se transferiu para o Atlético-MG. O jovem de 19 anos esteve envolvido na negociação que concretizou a chegada do meia e lateral-esquerdo Danilo Barcelos à Macaca. Também formado nas categorias de base pontepreta, o volante Jeferson foi emprestado ao Vitória após a conquista do título do Troféu do Interior sobre o Mirassol, em abril passado.

Outros jogadores foram perdendo espaço no decorrer dos jogos pela Copa do Brasil e também da Série B, como Felipe Saraiva e Reynaldo. Somente o volante Marquinhos saiu da equipe por contusão.  Quatro meses depois, a contar do dia 17 de janeiro até 19 de maio, no jogo que Ponte perdeu de virada para o Atlético-GO, o time entrou em campo apenas com o goleiro Ivan como atleta formado nas categorias de base do clube. Nenhum outro prata da casa foi usado no decorrer do confronto em Bragança Paulista. A média de idade desse time também aumentou quatro anos, de 20,5 para 24,5.

O aumento na média de idade do elenco pontepretano e a perda de espaço por parte da base é justificada pela troca de comando e a contratação de jogadores mais experientes à Macaca para a disputa da Série B, como é o caso dos volantes André Castro e Paulinho; do zagueiro Reginaldo e do meia e lateral-esquerdo Danilo Barcelos; além de outros reforços. Mas esses quatro atletas foram titulares na derrota para o Atlético-GO, por 3 a 1. No Paulistão de 2018, o time recheado de pratas da casa escapou do rebaixamento na última rodada, ao empatar com a Ferroviária, apesar de na sequência vencer o Troféu do Interior e ajudar levar a Ponte até as oitavas de final da Copa do Brasil.

O novo time formado por Doriva até a sexta rodada do Brasileiro da Série B ainda tirou outros jogadores formados no estádio Moisés Lucarelli do time principal, como o atacante Yuri e o volante Xavier, que voltaram para a equipe do Sub-20. O atacante Roberto, que chegou à Macaca no início de maio e que ainda busca uma vaga no time titular, é o atleta mais velho do atual elenco da Ponte Preta, com 32 anos. Nascido no dia 27 de janeiro de 2000, o atacante prata da casa John Kleber – que se recupera de lesão no joelho -, é o atleta mais novo entre os profissionais da Macaca, com 18.

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