Após o empate entre Ponte Preta e CSA por 1 a 1, o técnico interino João Brigatti justificou o resultado à expulsão do volante Paulinho, aos 20′ da etapa complementar, quando a Macaca – que ainda viu Orinho ser expulso – ainda vencia a partida.
“O fator determinante foi a expulsão do Paulinho, deixou nossa equipe muito recuadoa, tivemos que se postar ali atrás, eles vieram para cima, tentamos neutralizar as jogadas e sair pelos lados. Nos acréscimos, tomamos gol de empate e soa como derrota”, comentou.
Brigatti afirmou que a Ponte Preta corre atrás de reforços, mas o mercado não é favorece novas contratações. “Antes de criticar, temos que saber a situação do clube, não há jogadores disponíveis no mercado. Aqueles que estão livres, custam um absurdo. Não estou defendendo diretoria, mas é a realidade. O erro foi no começo do ano, quando a diretoria planejou de maneira errada”, disse.
Com 10 dias de preparação para o duelo contra o Figueirense, Brigatti declarou que irá trabalhar a parte física, técnico e física de seus atletas. “O psicológico tem que ser trabalho em todos os sentidos. Em cinco partidas, não tive nenhuma semana de trabalho. Tenho que adequar sempre a equipe, está difícil manter o padrão, em onze dias vamos trabalhar a parte tática, técnica e física”, afirmou.
O interino fez questão de elogiar a atuação do atacante Júnior Santos, que, mesmo com o gol marcado, desperdiçou muitas oportunidades para ampliar a vantagem no placar
“Júnior Santos é muito importante, batalha bastante, segura os zagueiros adversários, mas peca um pouco nas finalizações. Ele ainda é muito novo, veio de um clube que não teve base, hoje é titular da Ponte Preta, até por falta de opções. Ele tem dificuldade na cara do gol até por não ter tido base. O gol dá ânimo ao jogador, isso não estava acontecendo, infelizmente teve chance de matar e não conseguiu, o importante é ter calma”, declarou.
Brigatti ressaltou a importância da torcida pontepretana, impedida de frequentar o Majestoso durante os seis primeiros jogos da equipe em seu estádio. “A torcida da Ponte Preta é sempre importante, fez uma falta absurda. Dentro da partida, o fator motivacional vem das arquibancadas, pressiona o adversário, aflora o ânimo dos atletas. Temos que pensar no Figueirense em 11 dias”, concluiu.

