O Ministério Público exigiu plano de segurança da Polícia Militar e adequações no Estádio Moisés Lucarellli para liberar a volta dos jogos da Ponte Preta com duas torcidas no Majestoso. Na partida deste domingo (18) contra o Palmeiras, às 19h30, em Campinas, pela oitava rodada do Paulistão, continua valendo a proibição dos palmeirenses nas arquibancadas.
Os pedidos foram feitos nesta sexta-feira (16), durante visita ao Estádio Moisés Lucarelli do 1º promotor de Justiça do Jecrim/Juizado do Torcedor, Paulo Sérgio Castilho. É justamente dele a determinação que obriga a Ponte Preta a realizar seus jogos de torcida única em todos os campeonatos e em quaisquer categorias neste ano (leia mais aqui).

Invasão da torcida ao gramado do Majestoso no jogo que rebaixou a Ponte à Série B do Brasileirão (Foto: PontePress)
Castilho vistoriou o Majestoso acompanhado do presidente da Ponte Preta, José Armando Abdalla. Além do plano de segurança da Polícia Militar, o promotor quer ver no estádio adequações, principalmente, no que se refere a saída e entrada dos torcedores no Estádio Moisés Lucarelli.
De acordo com a diretoria da Macaca, essas obras deverão ser planejadas, executadas, e, somente após estarem prontas, haverá nova visita do promotor Castilho ao estádio para, eventualmente, aprovar a volta de torcedores de times visitantes ao Majestoso.
Conforme a diretoria da Ponte, embora exista a possibilidade de reverter a punição imposta pelo Ministério Público, não é possível estabelecer prazo para que as obras saiam do papel, por causa dos jogos já marcados para acontecerem no Majestoso; nem ter a certeza de que, uma vez concluídas, as partidas com duas torcidas sejam imediatamente liberadas pelo promotor no Moisés Lucarelli.
A Federação Paulista de Futebol, também por orientação do Ministério Público, proibiu o uso de instrumentos musicais, “bandeirões”, indumentárias, entre outros elementos que identifiquem as torcidas organizadas nos jogos da Ponte Preta no Estádio Moisés Lucarelli (leia mais aqui) desde o início desta temporada.
As decisões do Ministério Público são fundamentadas em episódios de violência da torcida pontepretana, como o da invasão do gramado do Majestoso durante o jogo contra o Vitória, que decretou o rebaixamento do time para a Série B do Brasileirão, em novembro de 2017.
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